Arquivo da categoria: Esborços e Estudos Bíblicos

7 Motivos que levam as pessoas a saírem da Igreja

O Tempo de Deus

Como Brilhar nas Trevas Espirituais

A Voz do Coração

Glorie-se no Senhor

“E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor” – 1 Corintios 1.28-31.
Viver em Cristo é uma situação prazerosa, muito diferente do regime de escravidão ao pecado. Escolher viver em pecado é o mesmo que escolher a prisão de uma armadilha, encontrar pela frente um beco sem saída que não possa engatar a marcha à ré.
Em 1 Corintios 9.21, o apóstolo Paulo revela estar “sob a Lei de Cristo”. Para os cristãos, estar debaixo da lei do Filho de Deus significa ter provado o poder divino e ter recebido capacidade para praticar a Lei do Espírito da Vida em sua própria vida. A relação do Senhor com o cristão é suave, de plena liberdade; os mandamentos que Ele apresenta é um conjunto de ordenanças de caráter voluntário, é leve (João 8.36).
A dependência do cristão a Cristo produz profunda humildade, a graça de Deus sempre fará com que o coração do crente seja humilde. Se alguém sente orgulho por seu “currículo de evangélico”, pode ter a absoluta certeza que suas realizações são produtos de esforço pessoal e não como um alguém instrumentalizado pelas mãos divinas, pois é provável que não há quem possua tal sentimento por aquilo que sabe não ser o responsável.
Aquele que faz a obra merece todo o crédito da glória, é Deus quem opera em nós, insiste em realizar toda a obra, portanto através de nós só Ele merece ter toda a glória. Assim sendo, resta ao cristão alegrar-se apenas pelas coisas que Deus faz em sua vida e ter disposição de nesta condição render-lhe louvores diuturnamente.

O Propósito dos Dons Espirituais – EBD

 

“Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja” – 1 Corintios 14.12.A experiência da vida cristã indica que grande parte das pessoas, nas igrejas pentecostais e neopentecostais, não sabe lidar muito bem com os recursos espirituais que Deus coloca à disposição dos crentes. A  começar pelo batismo com o Espírito Santo, há uma confusão de ideias sobre sua natureza, a forma de receber, usar, e sua finalidade.Presentes

Os dons são presentes e não podem ser comprados. Deus nos deu o seu Filho para que fôssemos salvos. Alguém é capaz de comprar a salvação? Pode-se vender a vida eterna? Não. De igual forma os dons espirituais são presentes indispensáveis, recursos que não podem ser vendidos e nem barganhados. É o Espírito Santo quem os distribui gratuitamente e quem os recebe não tem condições de comercializá-los.

Dons são habilidades, para recebê-las basta crer e pedir com fé. Ninguém recebe dons divinos por méritos próprios, mas pelo favor e misericórdia do Senhor.

A primeira relação dos dons com a ênfase do fato que cada um é dado pelo Espírito está em 1 Coríntios 12.8-11. Este texto tem paralelo com Hebreus 2.4, que fala dos apóstolos que primeiramente ouviram o Senhor e depois transmitiram o Evangelho com Deus testificando a ação evangelística através da manifestação de sinais, milagres, maravilhas – isto é, os dons do Espírito distribuídos segundo a sua vontade.

Finalidade

Os dons têm um lugar especial no cristianismo e são muito úteis. São sempre concedidos aos crentes visando um propósito específico. Qual será este objetivo?

Há quem acredite que o cristão é batizado apenas para falar línguas. Na verdade, em princípio, a capacitação para falar línguas é apenas uma das experiências do batismo com o Espírito Santo.

O Espírito concede os dons a cada um como Ele quer, mas sempre com propósitos e finalidades especiais. O alvo divino é a edificação de todos os membros do Corpo, uma contribuição eficaz do Senhor à unidade e ao fortalecimento e expansão de sua Igreja, tanto no sentido universal como no sentido da congregação local.

Edificar (“oikodomeo”em grego): fortalecer, promover a maturidade e o caráter santo dos crentes.

O dom de língua e o amor

Paulo escreveu: “O que fala em língua estranha edifica a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja” – 1 Corintios 14.4. Não se deve proibir que o crente fale em línguas para si próprio, há o dever de ensiná-lo a controlar-se para não elevar a voz numa mensagem ininteligível que atrapalhe o curso do culto.

O crente deve ser orientado a desenvolver sua adoração individual, plena da unção do Espírito, pois essas ocasiões do falar em línguas expressam o que a alma deseja dizer a Deus em intercessões, súplicas e glorificações ao Senhor. Não é possível haver igreja edificada se os membros batizados não estiverem se edificando espiritualmente.

O amor representa a essência da vida cristã, e é absolutamente necessário, encontra lugar até mesmo entre os dons carismáticos, porém, os dons separados do amor são como um corpo sem alma. Escrevendo para os cristãos de Corinto, o apóstolo Paulo afirmou que a prática de dons sem amor não é mais do que um instrumento metálico barulhento.

Equívocos

• Os dons e a espiritualidade

Alguns crentes pensam que o batismo com o Espírito Santo é uma bênção que condiciona o crente a ser salvo. Na verdade o batismo serve para que o cristão tenha poder para testemunhar com eficácia a mensagem do Evangelho (Atos 1.8).

Se o batismo com o Espírito Santo e o uso dos dons espirituais não são bem compreendidos no seio da congregação, a ignorância relativa ao assunto tem como consequência comportamentos inadequados com relação à espiritualidade dos membros.

Por falta de conhecimento bíblico, muitos crentes acreditam piamente que os dons são sinais de grande espiritualidade e superioridade aos que o têm. Porém, não são. Os dons são dádivas divinas cuja finalidade não é tornar o seu portador uma pessoa mais espiritual. É o Espírito Santo quem santifica o crente quando este se subordina às suas orientações (João 3.5).

Corinto, cidade grega cosmopolita onde havia muita idolatria, paganismo e imoralidade, possuía uma igreja fundada por Paulo. Na Igreja de Corinto, uns falavam em línguas; outros profetizavam; outros interpretavam; outros tinham dons de curas e milagres; outros possuíam conhecimento espiritual. O apóstolo relatou que naquela congregação havia bastante manifestação de dons espirituais mas também afirma categoricamente que os crentes daquela comunidade eram carnais e meninos na fé (1 Corintios 1.7; 3.1). Um verdadeiro paradoxo à primeira vista, mas observando com atenção o texto bíblico é possível perceber que eles não compreendiam muito bem o propósito dos dons espirituais, é possível apontar que havia ali crentes invejosos, crentes promotores de contendas e dissenções lançando irmãos contra irmãos, crentes que consideravam-se superiores aos demais porque possuíam dons. Havia ali rivalidade entre grupinhos de simpatizantes de Paulo, Apolo, Pedro e Jesus.

• Os dons e a individualidade

Infelizmente, muitos crentes pentecostais não estão mais sendo usados pelo Espírito Santo, mas estão tentando usar o Espírito Santo. Vemos crentes fazendo uso errado dos dons, tentam usá-los para alcançar interesses pessoais, escalar posições eclesiásticas, como se a distribuição de dons fosse algo exclusivo de alguns crentes elitizados.

Os dons espirituais não são dados para uso interesseiro e egoísta. Devemos tomar cuidado contra as falsas manifestações espirituais.

Deus sonda os corações, conhece todas as intenções. Chegará o momento em que toda a Humanidade prestará contas com Ele sobre o uso de dons e talentos, quando repudiará para sempre aqueles que quiseram ter para si proveito pessoal de recursos divinos que devem servir de bênção coletiva. Neste dia de julgamento, muitos ouvirão do próprio Senhor a sentença de desaprovação (Mateus 7.24).

• Os dons e a coletividade

O apóstolo Pedro exortou a igreja sobre como o dom de Deus deve ser administrado. Usou a figura do despenseiro, que, antigamente, era o homem de confiança do patrão, a pessoa que cuidava da sua despensa, fazendo a compra dos mantimentos, zelando pelo estoque posto à chave, mantendo o fluxo de entradas e saídas para que não estragassem, era a pessoa escolhida para preservar a saúde do chefe e de toda sua família. Os portadores de dons, são despenseiros de Deus em serviço à favor da família de Deus (Efésios 2.19; 1 Pedro 4.10, 11).

Tudo deve ser feito para a edificação da igreja. Se este não for o propósito do portador do dom, não faz sentido demonstrações vazias de espiritualidade, por mais espontâneas e interessantes que elas sejam. O único propósito do Espírito Santo ao outorgar poderes aos cristãos é sempre o de glorificar a Cristo para o benefício e o bem de todos (1 Corintios 14.17; 12.7).

Paulo registra que há nove tipo de dons, repare que não afirmou nove dons. Na igreja bem edificada, os dons são abundantes. Há palavra da sabedoria, ciência de Deus, a fé em ação, variedades de dons de curar, operação de maravilhas, profecia verdadeira, discernimento de espíritos, dons de línguas associadas à interpretação (1 Corintios 12.7-10). Todos os dons são utilizados com base no amor ao próximo, o portador dos dons os usa para abençoar seus irmãos.

ConclusãoO presente artigo tem a finalidade de incentivar os cristãos à conscientização. Se não fossem os dons espirituais, a Igreja de Jesus Cristo, representante dos céus na terra nestes últimos dias antes da Segunda Vinda de Jesus, seria apenas uma instituição meramente humana, uma associação religiosa “sem fins econômicos”, por exigência legal. Os dons, ministérios e operações são componentes do estoque de um arsenal espiritual que a equipam,  ante as forças hostis que se opõem a ela, para o cumprimento de sua missão, que é a proclamação do Evangelho e inibir a ação do malígno (Efésios 3.10).O que seria da igreja se não houvessem esses recursos sobrenaturais, dádivas importantes e necessárias que contribuem para o avanço da Igreja? Teria sido destruída. É importantíssimo que líderes e liderados se envolvam mais e continuamente na promoção do ensino bíblico quanto a origem, a natureza e o propósito dos dons espirituais na Igreja de Cristo. Pois, para que ela continue a vencer as perseguições que sofre é necessário que tenha conhecimento das armas espirituais que possui e saiba usá-las perfeitamente, só assim “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Marcos 16.18).

Fonte: http://belverede.blogspot.com.br/2014/04/o-proposito-dos-dons-espirituais-ebd-licoes-biblicas-ensinador-cristao.html

Os Três Aspectos do Barro – Pr. Valdir Ilário

Imagem

Jr. 18:1-10 à 1Esta é a palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor: 2“Vá à casa do oleiro, e ali você ouvirá a minha mensagem”. 3Então fui à casa do oleiro, e o vi trabalhando com a roda. 4Mas o vaso de barro que ele estava formando estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldando outro vaso de acordo com a sua vontade. 5Então o Senhor dirigiu-me a palavra: 6“Ó comunidade de Israel, será que eu não posso agir com vocês como fez o oleiro?”, pergunta o Senhor. “Como barro nas mãos do oleiro, assim são vocês nas minhas mãos, ó comunidade de Israel. 7Se em algum momento eu decretar que uma nação ou um reino seja arrancado, despedaçado e arruinado, 8e se essa nação que eu adverti converter-se da sua perversidade, então eu me arrependerei e não trarei sobre ela a desgraça que eu tinha planejado. 9E, se noutra ocasião eu decretar que uma nação ou um reino seja edificado e plantado, 10e se ele fizer o que eu reprovo e não me obedecer, então me arrependerei do bem que eu pretendia fazer em favor dele.

Is. 64:8 à Contudo, Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; tu és o oleiro. Todos nós somos obra das tuas mãos.

Introdução:

– Este texto é bastante conhecido dos leitores da palavra de Deus e certamente muito já foi pregado dele

– Não sei se alguém já viu como é uma casade oleiro, ou seja um lugar onde são feitos vasos de barro (explicar)

– Nem sempre o vaso fica bom como se que de primeira, aliás, isto raramente acontece.

– Mas existem algumas características interessantes, alguns aspectos a serem destacados acerca do barro, e Deus quer nos fazer entender isto a partir do contexto de sua Palavra

01 – O barro não tem valor em si só

Deus é o oleiro à nós somos o barro

Lembra-te de que me moldaste como o barro; e agora me farás voltar ao pó? (Jo 19:9)

a) Barro não é objeto de desejo nem de disputas;

b) Não há guerras entre nações do mundo por causa do barro;

c) Por causa do ouro, sim, petróleo sim, mas barro não é raridade, é fácil de achar.

d) O pedreiro, padeiro, arquiteto, médico, pizzaiolo, juiz, não pode agregar valor ao barro;

e) Só o oleiro pode agregar valor ao barro

f) Fazendo do barro um vaso, algo de valor;

g) Vaso de honra;

h) Vaso de destaque;

i) Paulo nos dá um exemplo interessante: Temos porém este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte”, 2 Co 5.7.

j) Deus quer agregar valor em você hoje;

k) O valor que você perdeu, o valor que roubaram de você.

02 – O barro é frágil e pode ser moldado enquanto está mole

Vocês viram as coisas pelo avesso! Como se fosse possível imaginar que o oleiro é igual ao barro! Acaso o objeto formado pode dizer àquele que o formou: “Ele não me fez”? E o vaso poderá dizer do oleiro: “Ele nada sabe”? (Isaías 29:16)

a) Não é como ferro, metal ou bronze;

b) O barro se espatifa á toa;

c) Basta cair da mão do oleiro e pronto;

d) Deus usa de uma metáfora (Jeremias e o vaso de barro)

e) Se não reconhecermos nossa fragilidade e nos quebrarmos na presença do senhor;

f) Deus certamente nos quebrará, nos moerá;

g) Em 2CO 12:5-9 Paulo diz: Não me glorio senão na fraqueza e Deus diz: a minha graça te basta – o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza (fragilidade).

h) Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte. (II Co 12.10)

i) Para que sejamos usados nas mãos de Deus devemos ceder (Parábola do limoeiro e do mamoeiro)

j) Deus quer nos moldar para nos usar

k) E para moldar o vaso só é possível fazer enquanto está mole

l) Não adianta tentar pegar um vaso seco e tentar mudar a sua forma, vai se quebrar

m) Quando você for chamado, você estará capacitado. E será Deus (o Oleiro) que te capacitou

n) E sendo Ele, você estará perfeitamente capacitado

o) II Coríntios 3.6 diz que Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança.

p) Deus quer te fazer um vaso bom, para ser usado, para vencer

03 – O barro não tem vontade própria. Se o oleiro não moldar, não presta pra nada

“Ai daquele que contende com seu Criador, daquele que não passa de um caco entre os cacos no chão. Acaso o barro pode dizer ao oleiro: ‘O que você está fazendo?’ Será que a obra que você faz pode dizer: ‘Você não tem mãos?’ (Isaías 45.9)

a) O barro precisa de um acontecimento (chuva, deslizamento), para sair do anonimato (barranco);
b) Se alguém não tira do barranco o barro continuará sendo barro pra sempre;
c) Barro não faz birra, não esperneia;
d) Existe barro querendo voltar pro barranco (Egito);
e) Existem pessoas querendo voltar atrás;
f) Mas a ordem de Deus hoje é ‘volte pras mãos do oleiro’;
g) Diga Deus cumpra em mim o seu querer;
h) Jr. 18:4 (tornou a fazer dele outro vaso)
i) Ao barro não tem outra opção a não ser render-se á vontade soberana do oleiro;

j) Muita gente se frustra no reino porque não quer ser barro.

k) Muita gente se frustra porque quer ser um vaso que Deus não formou

l) E a Palavra de Deus diz: Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? “Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: ‘Por que me fizeste assim? (Romanos 9:20)

m) Deus sabe o melhor para nós

n) Deus sabe o melhor para o reino

p) O melhor lugar para se estar é no centro da vontade de Deus

q) Fazendo aquilo para o que Deus lhe chamou

r) Outra coisa é vaso certo no lugar errado à você já imaginou um vaso de óleo no banheiro

s) Ouça o Senhor lhe falar

Conclusão:
a) Somente o Oleiro pode agregar valor ao barro;
b) Somente o Oleiro pode agregar consistência ao barro;
c) O oleiro quer que você obedeça ao seu chamado hoje, permita que o Oleiro faça de você um vaso de honra hoje.

Leia mais: http://www.pastorvaldirilario.com/esbo%C3%A7o%20de%20prega%C3%A7%C3%B5es/os%20tr%C3%AAs%20aspectos%20do%20barro/

Triunfando sobre Satanás

Texto Bíblico: Tiago 4.7

Introdução: “Satanás.” Uma palavra hebraica que significa adversário. Também é chamado pelo nome de “diabo” que significa acusador ou caluniador, e também “Belzebu ou Baalzebu”, que significa senhor das moscas. O N. T. aplica o termo ao “príncipe” ou chefe dos demônios. (Mt 12.24-29). No trecho de Ap 12.3 ele é chamado de dragão, uma referência á sua astúcia, malignidade e veneno. Ap 12.9 é passagem que se refere ao “dragão” como a antiga serpente, uma referência à sua astúcia, misturada com a sua natureza destruidora.

Portanto as Escrituras aludem a Satanás como uma personalidade real, e não meramente como símbolo do princípio do mal. Porém Satanás está neste mundo e está tentando nos conquistar para sua causa maligna. Mas é possível vencê-lo! Como?:

1- Sujeitando.

“… Sujeitai-vos…” Esse é um elemento imprescindível para a vitória na vida espiritual. É para os “humildes” que a graça de Deus é conferida.

Quem se sujeita é quem se torna “humilde” de espírito, reconhecendo a sua própria fraqueza na esfera espiritual. Realmente, é necessário que o crente se submeta ao seu próprio Comandante, pois está diante de um inimigo feroz. Sozinho. O crente certamente fracassará; com Cristo a vitória lhe está assegurada, mas ninguém estará “com Ele”, a menos que se submeta às suas ordens.

2- Resistindo.

“… resisti…” O verbo sugere oposição vigorosa, resistir bravamente, ficar cara a cara contra um adversário, sustentar sua base. Significa manter agressivamente na retaguarda ou manter-se à frente e opor-se; “lutar.” (Ef 6.12). Significa engajar-se ativamente em um combate um-a-um; “ficar firme.” (Ef 6.13). Significa manter a firmeza depois de uma batalha ativa; e “estar firme.” (Ef 6.14). Significa tomar posição para a próxima batalha.

Tomai atitude firme, resistindo às tentações e ao mundanismo enviada pelo “príncipe deste mundo” (Jo 14.30), e obtereis sucesso. Se Satanás for resistido com constância, sabendo que Deus é quem firma ao crente, desistirá imediatamente. Com o poder do Espírito Santo, podemos resistir ao diabo, e ele fugirá de nós.

3- Triunfando.

“… e ele fugirá de vós…” Essa idéia aparece sob várias formas, na literatura judaica: “Se fizeres aquilo que é bom, meus filhos… o diabo fugirá de vós.” “Se um homem foge para o Senhor, o espírito maligno fugirá dele.” “Se praticardes o bem, até mesmo os espíritos imundos fugirá de vós.”.

Portanto, sujeitai-vos a Deus e oferecereis resistência a ele (ao diabo) e ele fugirá de vós. Ele (o diabo) pode lutar, mas não pode vencer; portanto, se lhe ofereceres resistência, ele fugirá de ti; derrotado e envergonhado.

Resumo: Há vitória; a derrota não é necessária, embora o adversário seja dotado de forças e inteligência prodigiosas. Satanás pode ser derrotado por nossa obediência e resistência. “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (v.7). Satanás só é poderoso enquanto contar com a simpatia do homem que ele tenta.

AUTOR: Eloizio.wordpress.com

O Justo ora discernindo o tempo de Deus

“Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus”  Ef 5.15-16.

INTRODUÇÃO

 De todas as dádivas que Deus nos dá diariamente, certamente a mais preciosa é o TEMPO.

Por isso, todos precisam perguntar para Deus:

O que o Senhor quer que eu faça da minha vida? 
O que o Senhor tem para mim hoje?”  
O que o Senhor tem para minha vida nesta época? 
Na minha geração?
No momento histórico  em que estou vivendo?”.

Chronos e Kairós

Existem dois conceitos no NT para a palavra tempo:

Chronos – De onde originam as palavras cronologia, cronômetro  que marca as horas, dias, anos, séculos, passado, presente e futuro. É a idéia humana de tempo. O mundo físico é dimensionado pelo “chronos”.

Kairós –  Refere-se ao tempo indivisível, ao tempo não-sequencial, pura existência, é o ser. É o tempo de Deus! O mundo espiritual é dimensionado pelo “kairós”.

Todos nós passamos a vida servindo ao “chronos”. Mas para discernir a vontade de Deus você precisa identificar o “kairós” de Deus.

O kairós determina a capacidade de não apressar o que Deus quer fazer, como também, não retardar.  É o “hoje” de Deus.

Jesus quando estava aqui na terra, ele tinha perfeitamente a noção do seu tempo (kairós), e talvez fosse por isso que seus momentos sempre eram tão especiais. Jesus nunca gastou tempo com o que não fosse ESSENCIAL. Ele tinha clareza do que devia fazer em cada ocasião e  como deveria se comportar em cada momento de sua vida. Ele tinha discernimento do tempo.

 Certa vez Jesus disse: “A minha hora não chegou”  Jo 2.4

Depois ele mesmo disse: “Está chegando a hora…” Jo 5.25

E depois disse: “Chegou a hora! Eis que o Filho do homem está sendo entregue… Mt 26.45

Na oração sacerdotal de Jesus, em João 17, Jesus revela total discernimento sobre o momento que ele vivia e que teria de enfrentar.  Ele reagiu orando.  E foi isso que lhe trouxe alento e equilíbrio espiritual no momento mais escuro e de maior sofrimento da sua vida.

 Diz o texto:

“…Jesus olhou para o céu e orou: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique…”.  Jo 17.1

Ao entender que chegou o seu tempo, Jesus pediu a manifestação da glória de Deus em sua vida  (…glorifica a teu Filho…) para que ele completasse a obra da redenção (para que o teu Filho te glorifique) a fim de  que Deus recebesse toda a glória  e fosse conhecido como o único Deus.

Jesus discerniu o momento que estava vivendo e a missão que tinha a realizar naquele tempo e, assim,  Deus foi glorificado.É o que acontece quando compreendemos a vontade de Deus e o tempo dele em nossas vidas: temos clareza de nossa missão e o nome de Deus é engrandecido.

Há pessoas que discernem o tempo de Deus e por isso são abençoadas e Deus é glorificado por suas vidas. Há outras, porém,  que não compreendem o momento profético que estão vivendo e, por isso, não usam bem as oportunidades que surgem e não realizam os planos de Deus. O resultado é  sofrimento não só para a pessoa, mas também para outros (família, ministérios, gerações).

Jesus criticou os fariseus porque não sabiam discernir os sinais dos tempos:

 “Vocês sabem interpretar o aspecto do céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos!”. Mt 16.3

Este é um sério problema ainda nos dias de hoje. Olhando para o céu, sabemos se é manhã, tarde ou noite, mas não estamos sabendo fazer uma leitura do tempo que vivemos para realmente investirmos no que é essencial para o Reino de Deus.

Tem muito crente ainda gastando tempo consigo mesmo, suas vontades, desejos, tradições, e aspectos culturais. Vivem sem clareza do propósito de Deus para sua vida naquele momento presente.

Mas, quando você entende a hora espiritual que está vivendo, fica mais fácil tirar os olhos das circunstâncias e levantá-los ao Pai. Deus quer que seus filhos estejam tão ligados a ele a ponto de compreenderem seus propósitos em cada circunstância e usarem bem cada oportunidade para glorificar a Deus e abençoar pessoas.

Não é por acaso que nascemos neste tempo e neste lugar. Não é por acaso que você está nesta cidade, nesta igreja, e em sua família. Deus tem um propósito para nós na época presente que estamos vivendo e é para nós fazermos diferença no tempo e no lugar que estamos.

Encontramos na Bíblia o exemplo de um homem, um justo,  que teve uma clara compreensão do momento profético que estava vivendo. Esse homem era Mardoqueu – primo e padrasto de Ester – uma jovem hebréia que se tornou esposa do rei da Pérsia.

Chegou um momento, durante o reinado do Rei Assuero (rei da Pérsia), que o povo de Israel iria sofrer uma grande perseguição. Um decreto foi publicado prevendo um extermínio em massa do povo hebreu. Ester, a rainha, estava no palácio e não estava ciente desta tragédia que iria exterminar seu povo. Foi neste momento histórico que  Mardoqueu, seu primo e pai adotivo, a procurou e disse:

“Não pense que pelo fato de estar no palácio do rei, você será a única entre os judeus que escapará,  pois, se você ficar calada nesta hora, socorro e livramento surgirão de outra parte para os judeus, mas você e a família do seu pai morrerão. Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?”   Ester 4.12-14

Mardoqueu teve o discernimento do propósito maior que Deus tinha ao colocar Ester na posição de rainha. Ele compreendeu que ela não estava naquele posto,  naquele lugar e naquela época por acaso. Havia uma missão a ser realizada que traria bênçãos para a família e todo o povo.

O discernimento daquele homem desencadeou uma série de ações, e a primeira delas foi oração e jejum.  Um jejum coletivo foi convocado (4.15-17).

 Tal  discernimento levou Mardoqueu a realizar uma ação efetiva na história, que mudou o destino  de uma nação inteira.

 Lendo a história da rainha Ester sob a ótica de Mardoqueu, encontramos aspectos importantes na vida de uma pessoa que discerne o momento profético que está vivendo.

PARA DISCERNIR O TEMPO DE DEUS, O JUSTO PRECISA…

1 –   CONHECER  A  SUA  REALIDADE

“Nesse tempo vivia na cidadela de Susã um judeu chamado Mardoqueu,..
… Quando a ordem e o decreto do rei foram proclamados, muitas moças foram trazidas à cidadela de Susã e colocadas sob os cuidados de Hegai. Ester também foi trazida ao palácio do rei”  Ester 2.5-8

  1. Precisamos estar informados sobre o que se passa ao nosso redor.
  2. Você não precisa assistir todos os noticiários, mas deve se manter atualizado.
  3. Estamos inseridos num contexto social.  Não somos uma ilha.
  4. O que acontece na nossa sociedade nos afeta.
  5. Devemos ficar  atentos ao mundo para entender como podemos agir dentro de nosso contexto histórico, social, político, espiritual.
  6. Ex. terreno PIB

2 –   APROVEITAR  AS  OPORTUNIDADES

 “…Ester também foi trazida ao palácio do rei” (2.8)

Mardoqueu discerniu que aquela era uma oportunidade real e não podia ser desperdiçada.

Mitologia grega – chronos era um deus baixinho, de pernas pequenas e grossas. Tinha cachinhos de cabelos na testa e era careca atrás.  Dizia-se que era necessário agarrá-lo pela frente, pelos cabelos, porque se deixasse passar, nunca mais, pois era pequeno e liso por trás.  Assim são as oportunidades!

Ex:  Daniel.  Daniel, no cativeiro, entendeu o momento profético que vivia.  Aplicou seu coração em compreender e se humilhar.  Enquanto todos estavam acomodados a um contexto de escravidão, ele discerniu que o tempo da libertação havia chegado.  Com base nisso, Daniel começou a buscar a Deus.   Pr. Coty diz no livro “A Oração  do Justo”:  “Orações em sintonia com o tempo espiritual são profeticamente cortantes, obtendo resultados eficazes e respostas imediatas” (p.25).

Não desperdice as oportunidades.  Use-as bem.  “Os dias são maus”. Passam rapidamente.

Para discernir o tempo de Deus, o justo precisa…

3 –  ESTAR NO LUGAR CERTO FAZENDO A  COISA  CERTA

“Diariamente ele caminhava de um lado para outro perto do pátio do harém, para saber como Ester estava e o que lhe estava acontecendo”.   Ester 2.11

“…Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real”.   Ester 2.19

Mardoqueu estava acompanhando Ester para instruí-la a manter segredo sobre seu povo, e ela seguia suas instruções.

Ele descobriu o plano de conspiração contra o rei. Não omitiu a verdade.  Prestou atenção e agiu assertivamente. (2.21-23).

Somente discernimos o tempo de Deus, quando estamos no lugar designado por Deus.

Andar com Deus em obediência traz muitos benefícios.  Faça o que é certo e Deus abrirá as portas.  Por estar sempre por perto e fazendo o que era certo, Mardoqueu foi recompensado (cap. 6).

Precisamos estar prontos para cada etapa, tempos ou tarefas específicas que Deus tenha para nós.  A oração certa, no momento certo, feita por alguém que calculou o preço que aquele momento demanda, irá causar um efeito surpreendente!

 Para discernir o tempo de Deus, o justo precisa…

4.   NÃO PERDER O FOCO

“Todos os oficiais do palácio real curvavam-se e prostravam-se diante de Hamã, conforme as ordens do rei. Mardoqueu, porém, não se curvava nem se prostrava diante dele”.   Ester 3.2

  1. É muito fácil desviar a atenção para fora da vontade de Deus.
  2. Mardoqueu não se curvava diante de Hamã.
  3. Qual é o seu “Hamã”?  O que é que tira o seu foco?  Algum pecado?  Vício?  Materialismo?  Prazeres?  Indiferença?
  4. Por causa da rebelião de Miriã (irmã de Moisés), o povo de Israel teve que ficar parado no deserto uma semana, esperando o tempo da sua purificação.  Por causa de uma pessoa, uma nação perdeu uma semana.  A obra de Deus foi retardada (Nm 12.15).
  5. Não ceda às pressões e não perca o foco.
  6. Muitas vezes Jesus foi tentado a fugir da cruz.  Mas João 17 é um testemunho da vitória do JUSTO.

Para discernir o tempo de Deus, o justo precisa…

5. RECONHECER A PRÓPRIA IMPOTÊNCIA

 “Quando Mardoqueu soube de tudo o que tinha acontecido, rasgou as vestes, vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinza, e saiu pela cidade, chorando amargamente em alta voz”.   Ester 4.1
 
O justo humilha-se e reconhece sua fragilidade e impotência.

Mardoqueu admitiu que sozinho ele não conseguiria.  Teve uma atitude de dependência.

O justo precisa ter essa atitude para poder discernir.

O arrogante, o orgulhoso não entende o kairós de Deus.

Tiago disse:

“Ouçam agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro”. Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Ao invés disso, deveriam dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”. Agora, porém, vocês se vangloriam das suas pretensões. Toda vanglória como essa é maligna.”  Tg 4.13-16

Mudar de chronos para kairós é descobrir que a oração, a meditação, a fé, são as ferramentas para abrir a porta do futuro. Todos os relógios devem estar sincronizados a hora da sala do trono de Deus.

Ninguém que deseja agradar a Deus e experimentá-lo vai ver isto acontecer, se seu coração não estiver batendo no compasso das batidas do coração de Deus.

CONCLUSÃO

Qual é o momento profético que você está vivendo?  O que Deus está fazendo nesse tempo?  Você consegue discernir qual é a sua missão no lugar que Deus colocou você.  Deus colocou você como um intercessor em sua família.

A oração de alguém que discerne o tempo de Deus é a oração do justo, e ela é poderosa e eficaz.

A oração que Mardoqueu fez, acompanhada de jejum, teve como efeito um grande livramento.

Se não discernimos o tempo de Deus nossa oração não terá o efeito desejado.  Faremos orações egoístas, do nosso jeito, imaturas, focadas só em nossa necessidade, aumentando a nossa frustração.

Quem não entende o momento de Deus, a tendência é fugir, negar, se desiludir, dormir, exatamente como os discípulos ficaram logo após a oração de João 17.

Mardoqueu foi o justo, o intercessor por sua família e por todo o seu povo.  Ele entendeu claramente porque Ester estava ali como rainha.

E você, quer ser como Mardoqueu, discernindo o tempo de Deus e fazendo a diferença?

Só vamos discernir o tempo de Deus em nossas vidas, só teremos uma compreensão clara de nossa missão no momento profético que estamos vivendo como pessoa, como família, como igreja, como nação se  estivermos  com o foco em Deus, no lugar certo, fazendo o que é certo, em obediência, atentos ao que está acontecendo ao nosso redor, usando bem as oportunidades  e dispostos a ousar grandes coisas para Deus.

“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que  o nosso coração alcance sabedoria”.    Sl 90.12

Autor: 1ª Igreja Batista de Jacareí-SP

Fonte: http://www.pibjacarei.com/esboco2009/esboco_11_04_2010_manha.html

Faltam crentes como João Batista

Vivesse ele entre nós – e aqui não faço nenhuma associação com a antibíblica doutrina da reencarnação – certamente os políticos passariam por alguns vexames.

Para relembrar, João Batista foi aquele servo que se distanciou do sistema mundano e refugiou-se no deserto. Rejeitou até as iguarias comuns a todos os homens da época. Com intrepidez, ousadia e destemor combateu os males do seu tempo. À multidão que se apresentava para ser por ele batizada, dizia:

“Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi frutos dignos de arrependimento. Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo” (Lc 3.7-9).

Como precursor de Cristo, anunciou:
“Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das suas sandálias; este vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Lc 3.16).

Esse grande João Batista teve a audácia de repreender o rei Herodes, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe. Disse-lhe João:
“Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão” (Mc 6.18).

Apesar de destemido, “a voz que clama no deserto” deixou-nos um belo exemplo de humildade. Quando lhe informaram que Jesus estava batizando, em vez de sentir inveja, respondeu: É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30). Esse tipo de conduta é muito difícil nos dias atuais.

Fico a imaginar o que faria João Batista – se estivesse entre nós – ao tomar conhecimento das bruxarias realizadas nos porões do palácio presidencial, como ocorreu há alguns anos. É possível que subisse a rampa do palácio para um encontro pessoal com o presidente. Com o indicador em riste, talvez dissesse: “Não te é lícito usares a Casa do Povo para trabalhos de feitiçaria, contrariando a vontade de Deus. Arrependa-te de tuas feitiçarias, porque do contrário Deus passará teu cajado para outro”. É possível que sua prisão fosse decretada por desrespeito à autoridade, tal como nos tempos de Herodes. Mas o intrépido João não olhava para as circunstâncias. Sua vontade irremovível era dar testemunho da verdade. Não foi por menos que Jesus declarou o seguinte a seu respeito:

“Entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista” (Mt 11.11).

Hoje em dia políticos há que mudam de parceira como mudam de camisa, e mesmo assim recebem o aval dos eleitores da comunidade cristã.

Fico a imaginar qual seria a reação desse homem ao ver a agressão que o Evangelho de Jesus vem sofrendo hoje em dia. Agressão, violência, mutilação. Será que ele ficaria apenas envergonhado, enojado, insatisfeito, de cara fechada? O que diria e o que faria ele ao ver, por exemplo, homens, mulheres e crianças tocando cornetas na Casa de Deus para que os muros de Jericó caiam? O que faria ele ao ver tantas ovelhas sofrendo violenta pressão psicológica para aumentarem mais e mais as ofertas para a Igreja?

João Batista iria incomodar muito. E não adiantaria falar em perseguições, em divisão do Corpo de Cristo, em “não toqueis em meus ungidos”. Talvez ele dissesse que o que mais divide o Corpo são as heresias, os modismos, as extravagâncias, a ganância, o outro Evangelho, que se apresentam com a marca da teologia da prosperidade.

Qual a resposta de João a um filho do evangelho do sucesso que lhe afirmasse: “Eu quero ser rico, ter carro importado, boa poupança, comer em bons restaurantes. Se não for assim, para que me serve ser cristão?” Eu não gostaria nem de estar perto para ouvir a repreensão daquele que deu a vida por causa da verdade.

Estão faltando crentes como João Batista!

| Autor: Pr Airton Evangelista da Costa | Divulgação: estudosgospel.com.br |